Como prevenir a calvície

A maioria dos homens e até mesmo uma parte das mulheres temem a chegada da calvície. Os cabelos caem e não retornam mais ao mesmo lugar, afetando a autoestima e, consequentemente, a qualidade de vida.

É fácil perceber a hereditariedade dessa condição. Se há membros da família (seja do lado que for) com o problema, as chances que os descendentes também o desenvolvam são de moderadas a altas. Mas não precisa se lamentar desde já: é possível retardar o avanço da queda dos fios. Apesar de não existir uma cura ou modo 100% eficaz para impedir que a queda aconteça, há meios de descobrir a tendência precocemente e iniciar tratamentos e hábitos preventivos.

Como saber se eu posso ter calvície?

O primeiro sinal de alerta é sempre o risco genético. Se seu pai, avô, tio ou outro familiar próximo tiver algum nível do problema, é preciso ficar atento. Às vezes, até o padrão da queda pode ser previsto assim. Por exemplo, se seu pai possui as “entradas” na testa, como são conhecidas, há boas chances de que a sua condição se desenvolva da mesma maneira.

Além disso, note também se os fios estão caindo mais que o normal. Até 150 fios soltos por dia é normal, mas uma quantidade muito maior pode ser sinal de algo errado. Regiões mais ralas também são um indicativo.

O ideal é visitar um dermatologista aos primeiros sinais, ou mesmo antes disso, quando já se sabe que o gene está na família. O médico poderá solicitar exames específicos para descobrir se há outra razão para a queda, como alterações hormonais ou alguma doença capilar. Depois, com os resultados, o paciente poderá ser orientado da melhor forma.

Prevenção

Há 2 maneiras de se prevenir contra a calvície: por meio de hábitos saudáveis para você e seus fios e com o emprego de procedimentos profissionais, conforme forem recomendados pelo/a profissional.

Os hábitos são, principalmente:

  • manter uma boa alimentação;
  • evitar o uso excessivo de chapéus ou bonés;
  • evitar a água muito quente ao lavar o cabelo;
  • fazer atividades físicas regularmente, para manter os hormônios estabilizados;
  • fazer massagens regulares no couro cabeludo;
  • usar os produtos capilares corretos para cada tipo de cabelo.

Dentre os procedimentos, podem ser indicados medicamentos de uso tópico e até mesmo oral. Há também as cirurgias de transplante capilar, que não impedem o avanço do problema, mas “disfarçam” a aparência.

Ao ser feita preventivamente, quando a queda ainda não é acentuada, a cirurgia retira fios permanentes de trás da cabeça e os move para as regiões que serão afetadas posteriormente pela calvície. É preciso salientar que a maior parte das formas de prevenção tem mais a ver com uma “modelagem” que com o impedimento em si, visto que essa é uma condição majoritariamente genética.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em São Paulo e Belo Horizonte!

Por: Dra. Ana Paula Coelho

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