Manchas na pele: saiba mais

Ninguém gosta de manchas na pele, certo? Mesmo para aqueles que têm um cuidado dermatológico disciplinado, nem sempre é possível escapar desse incômodo. As manchas podem ser escuras, claras, pequenas ou grandes, mas nem sempre é fácil diferenciá-las. Daí a importância de identificá-las com um especialista, a fim de lançar mão do tratamento adequado e não sair comprando produtos equivocados que talvez até agravem o problema.

As manchas na pele

O melanócito é a célula responsável por produzir a pigmentação na pele, reage de modo diferente a depender de cada causa. Por isso, as agressões à pele podem ser diversas.

Tamanho, proporção, distribuição do pigmento, localização e padrões dermatoscópicos são características avaliadas pelo médico dermatologista para efetuar o diagnóstico clínico adequado de cada mancha.

Sol: o grande vilão?

O sol é o maior causador dos variados tipos de mancha. Os dermatologistas indicam enfaticamente o uso do protetor solar por conta da exposição aos raios solares. Uma exposição contínua a esses raios costuma provocar reações diversas na pele, o que pode resultar em manchas e no próprio melasma.

Em geral, tomadas como um todo, as manchas podem surgir em faces de crianças, adolescentes e adultos. Sardas e efélides são os tipos mais comuns,surgem na infância e aumentam com a exposição solar. Melanoses e ceratoses surgem ao longo dos anos e são mais comuns nos idosos. Quanto maior a proporção e a frequência do aparecimento delas,  maior foi o tempo passado em exposição ao sol. Algumas dessas lesões podem ser pré-malígnas ou mesmo malígnas, por isso sempre procure uma avaliação do seu dermatologista.

Marcas de Acne

Essas manchas são avermelhadas no início, mas podem escurecer com o decorrer do tempo. Nem sempre a cicatrização de uma acne se dá de maneira positiva, principalmente quando a pessoa “cutuca” e interfere na área com frequência. A depender do tamanho da acne, a mancha pode ser grande ou pequena.

Há, no entanto, as situações em que o sol também é o causador do problema, pois a área inflamada não foi protegida dos raios solares. Nesse caso, a regeneração da pele se torna um pouco mais complexa, mas há solução.

Depilação também mancha!

Costumam aparecer secundárias ao trauma provocado pela depilação que afetou severamente a pele. Nesse caso, a produção de melanina foi comprometida e houve seu acúmulo na região. O primeiro recurso terapêutico é a suspensão do método depilatório utilizado e a depilação a laser ou fotoepilação são quase sempre indicadas. As manchas provenientes de depilação podem ser claras ou escuras.

Manchas esbranquiçadas

Também são outro tipo comum. Essas manchas costumam ser mais clara que a cor da pele do paciente. Micoses ou ressecamento da pele são algumas causas que podem esbranquiçar uma área da cútis. Esse tipo de marca também pode aumentar de tamanho se não houver o uso de um hidratante pela manhã e à noite, acompanhado de filtro solar. Com o tempo, ela vai se escurecendo.

Por fim, é importante ressaltar que a avaliação precoce de um especialista é essencial para identificar a procedência da mancha e verificar se há nível ou não de gravidade. Não deixe de consultar seu dermatologista!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em São Paulo e Belo Horizonte!

Por: Dra. Ana Paula Coelho

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