Melasma na gravidez: causas e tratamentos

O melasma gestacional, também chamado de cloasma gravídico, é uma dermatose muito comum em gestantes. O problema é caracterizado por manchas irregulares e hiperpigmentadas na pele da grávida, o que gera um grande incômodo estético.

A ocorrência desse tipo de melasma é mais frequente no primeiro e no segundo semestre da gestação e, em vários casos, as manchas escuras podem desaparecer depois do parto. Apesar disso, em 30% das mulheres, o cloasma gravídico permanece depois do período gestacional. Mesmo nos quadros em que as manchas desaparecem, é indispensável cuidar da pele pelo resto da vida, uma vez que a exposição solar pode fazer o melasma reaparecer.

Quer saber mais sobre o melasma na gravidez? Então descubra quais são as causas e tratamentos. Boa leitura!

Por que acontece o melasma na gravidez?

O melasma na gravidez acontece, basicamente, por conta das alterações hormonais e eventos fisiológicos típicos dessa fase. As mudanças nos hormônios resultam no aumento da melanina, responsável pela pigmentação geral da pele e hiperpigmentação em determinadas áreas.

A progesterona e o estrogênio têm ação direta na coloração do corpo feminino durante a gestação, podendo interferir não apenas no surgimento do melasma gestacional, mas também no aparecimento da linha negra no abdômen, escurecimento dos mamilos, dos grandes lábios, da virilha e das axilas.

Vale acrescentar que a propensão à formação de cloasma gravídico também pode aumentar por causa de fatores genéticos, exposição solar e efeitos do uso prolongado de anticoncepcionais antes da gravidez.

Existe medicação tópica para esse tipo de melasma?

Existem muitos métodos capazes de atenuar as manchas de gravidez, quando elas não desaparecem naturalmente após o parto. A primeira forma é evitar que elas se intensifiquem e, para tanto, vale a pena investir pesado na fotoproteção. A proteção solar é, inclusive, uma alternativa sem contraindicação para grávidas e lactantes.

Em relação aos medicamentos, é fundamental fugir da prática de automedicação. Ela não é segura para gestantes! O ideal é conversar com dermatologista para que ele avalie o caso e indique os melhores produtos para amenizar o melasma. Em geral, os especialistas prescrevem medicamentos somente depois do período gestacional.

Normalmente os produtos para tratar o melasma gestacional contêm ativos como vitamina C, ácido azelaico, ácido retinoico, ácido lático, ácido fítico, ácido glicólico, adapaleno, ácido ascórbico, ácido kojico, abutin, hidroquinona alfa e beta hidroxiádos na composição. Em boa parte dos casos, a combinação de determinadas substâncias traz melhores resultados do que o uso de medicações isoladas.

Cumpre ressaltar que a utilização de cosméticos tópicos produz efeitos lentos e graduais. Não há milagre instantâneo! As melhoras começam a ser visíveis entre 1 e 3 meses depois do início do tratamento.

Há tratamento oral para o problema?

Sim, porém os ativos orais não são recomendados durante a gravidez e o aleitamento. Existem substâncias que, quando ingeridas por via oral, protegem a pele dos danos provocados pela ação nociva do sol, contribuindo assim para o tratamento do melasma.

Alguns ativos poderosos para essa finalidade são o picnogenol, a luteína, antioxidantes variados, licopeno e o polydium leucotomos. Tais substâncias podem estar presentes em fórmulas industrializadas ou manipuladas.

Caso o especialista indique, a medicação oral pode ser combinada com tratamentos estéticos como peeling, laser e luz pulsada (mas sempre com intensidade moderada!). Procedimentos agressivos devem ser evitados, pois podem irritar a pele e ocasionar uma piora expressiva na mancha.

Quer saber mais sobre melasma na gravidez? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em São Paulo e Belo Horizonte!

Por: Dra. Ana Paula Coelho

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