Você conhece os tratamentos para hiperidrose axilar?

O suor nas axilas normalmente aumenta com o calor excessivo e a prática de exercícios físicos, mas quando passa a ser rotineiro, independente de situações de estresse, tem outro nome: a hiperidrose. Chamada também de sudorese excessiva, a condição é caracterizada pelo excesso de suor, mesmo em temperaturas baixas e condições normais.

Algumas pessoas apresentam esse excesso em várias partes do corpo, podendo atingir em grande parte dos casos, a palma das mãos, a planta dos pés e principalmente as axilas. Neste artigo, vamos tratar principalmente da hiperidrose axilar.

Principais causas da hiperidrose axilar

Há dois tipos de hiperidrose, a primária, onde a pessoa já nasce com a tendência de desenvolver a condição, uma predisposição familiar.  E existe a hiperidrose secundária, o nome dado quando ela está relacionada a alguma outra doença (desde doenças endócrinas, como diabetes e menopausa, até a problemas cardíacos). Ainda assim, a maior parte dos casos de produção excessiva de suor está relacionada a fatores genéticos.

Os estímulos emocionais também são capazes de estimular as glândulas sudoríparas e aumentar a produção local de suor. Por isso, os pacientes que sofrem de hiperhidrose axilar costumam formar aquelas famosas “pizzas” nas axilas em situações de estresse.

Quem sofre com suor excessivo, costuma suar até cinco vezes a mais que qualquer outro indivíduo, o que acaba causando vários desconfortos no dia-a-dia.

Quais são os tipos de tratamento disponíveis?

Existem várias opções de para o tratamento da hiperidrose axilar. As soluções vão desde as cirúrgicas aos cremes anti perspirantes tópicos (que normalmente não costumam trazer resultados satisfatórios para quem tem hiperidrose axilar). Vejamos algumas:

Toxina Botulínica

Essa é a minha técnica favorita para o tratamento da hiperhidrose localizada.  É um procedimento médico injetável realizado no próprio consultório de dermatologia. É feita uma anestesia local tópica com cremes anestésicos, além de aparelhos vibratórios e crioterapia o que ameniza significativamente a dor durante o procedimento. A toxina botulínica bloqueia a liberação de acetilcolina o que impede que as glândulas sudoríparas écrinas produzam o suor. O paciente pode retornar às suas atividades normais sem qualquer complicação. O tratamento com a toxina botulínica tem excelentes resultados, com durabilidade média de 6 a 12 meses. Além da melhora do suor no local pode haver uma redução da bromidrose, que é caracterizada pelo odor desagradável das axilas.

Simpatectomia torácica ou lombar

É uma cirurgia realizada com anestesia geral. Com uma câmera e um eletrocautério introduzidos na caixa torácica, cauteriza-se o nervo responsável pelo estímulo nervoso simpático das glândulas que ocasionam o excesso de suor. Essa cirurgia é indicada somente para os casos em que o paciente não tenha encontrado melhora no quadro com métodos menos invasivos. Ela pode trazer resultados permanentes, mas há alguns riscos como hiperidrose compensatória em outras áreas do corpo, complicações com cicatrizes e diminuição da sensibilidade.

Tratamento de hiperidrose com lipoaspiração

É uma cirurgia local que remove as glândulas sudoríparas por meio de lipoaspiração. Seus efeitos duram por até um ano.

 

Procedimento Micro-ondas

Procedimento não invasivo que emite micro-ondas que capazes de destruir  as glândulas sudoríparas. É uma tecnologia com custo elevado e que promete resultados promissores, mas na prática seus resultados são variáveis. São necessárias em média 2 sessões com intervalos de até 3 meses.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em São Paulo e Belo Horizonte.

Por: Dra. Ana Paula Coelho

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